Por Que Não é Recomendável Usar Ansiolíticos e Antidepressivos

Psicotrópicos são drogas legalizadas, com a promessa de amenizar sintomas de ansiedade, insônia, pânico e depressão. Podem ser úteis de forma pontual, em casos de crise aguda, porém sou totalmente contrário ao uso contínuo destas substâncias. 

As mortes por overdose destas substâncias cresceram de forma assustadora ultimamente por uso indiscriminado, inclusive por prescrição médica. Os dados são do CDC/USA.


A queixa mais grave, motivo para nem sequer usá-los, dentre outras nada agradáveis, é a indução ao suicídio.

Estudos confirmam que estes índices aumentam em quem usa antidepressivos e ansiolíticos. 

Estas drogas inclusive despertam esta tendência em quem não tinha estes desejos. Em bulas de vários psicotrópicos consta estes efeitos colaterias.

Além de indução ao suicídio, os efeitos adversos mais comuns, entre as classes deste medicamento, estão a taquicardia, disfunção sexual e as reações anticolinérgicas. 

Os antidepressivos mais modernos, apesar de apresentarem maior tolerância, ainda possuem reações colaterais. As mais comuns são os problemas gastrointestinais, cefaleia, falta de coordenação motora e alterações no sono e no nível de energia. 

Os medicamentos ansiolíticos e sedativos diminuem o estado de alerta e podem causar fala lenta, prejuízo da coordenação,  danos à memória, má coordenação e confusão mental. Esses efeitos são ampliados quando a pessoa consome álcool.

Algumas pessoas passam por perda de memória, discernimento errado, momentos de falta de atenção e alterações brutais do estado emocional. 

A pessoa pode falar devagar e ter dificuldade em pensar e em compreender os outros. A pessoa pode ter movimentos involuntários dos olhos (nistagmo).

Medicamentos ansiolíticos e sedativos são medicamentos sob receita, usados para aliviar a ansiedade e/ou ajudar a dormir, mas seu uso pode causar dependência e transtorno relacionado ao uso de substâncias.

  • O uso de medicamentos sob aliviar a ansiedade ou ajudar a dormir, pode levar à dependência.

  • Uma overdose pode levar à sonolência, confusão e respiração mais lenta.

  • A interrupção de um medicamento ansiolítico ou sedativo que tenha sido usado por um longo período provoca ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir.

  • Caso a pessoa se torne dependente de um medicamento ansiolítico ou sedativo, ela será gradativamente desmamada do medicamento mediante a redução da dose.

Os medicamentos sob receita usados para tratar a ansiedade (ansiolíticos) e os indutores de sono (sedativos ou soníferos) podem causar dependência. 

Esses medicamentos incluem benzodiazepínicos (como diazepam e lorazepam), barbitúricos, zolpidem, zopiclona e outros. Cada um funciona de modo diferente, e tem um potencial de dependência e de tolerância diferentes. 

Uma pessoa que desenvolve sintomas quando ela para de tomar uma substância é considerada dependente. 

A pessoa que continua a usar uma substância mesmo quando esse uso lhe causa problemas é considerada alguém com transtornos ocasionados por uso de substâncias. 

A maioria das pessoas dependentes dos medicamentos ansiolíticos e dos sedativos começa a tomá-los por problemas de saúde. A dependência pode se desenvolver em muito pouco tempo, apenas com duas semanas de uso contínuo.

Sinais e sintomas da intoxicação por sedativos

Os medicamentos ansiolíticos e os sedativos causam tanto sintomas imediatos como de longo prazo.

Efeitos imediatos

Os medicamentos ansiolíticos e sedativos diminuem o estado de alerta e podem causar

  • Fala lenta

  • Má coordenação

  • Confusão

Esses efeitos são ampliados quando a pessoa consome álcool. 

Nos idosos, os sintomas podem ser mais graves e podem incluir tontura, desorientação, delirium e perda de equilíbrio. Podem ocorrer quedas, resultando em fraturas ósseas, sobretudo de quadril.

Overdose

Doses mais elevadas causam sintomas mais graves, incluindo

  • Estupor (é muito difícil acordar a pessoa e ela fica apenas acordada por algum tempo)

  • Respiração muito lenta e superficial

  • Finalmente, a morte (principalmente com barbitúricos)

Efeitos no longo prazo

Algumas pessoas passam por perda de memória, discernimento errado, momentos de falta de atenção e alterações brutais do estado emocional. A pessoa pode falar devagar e ter dificuldade em pensar e em compreender os outros. A pessoa pode ter movimentos involuntários dos olhos (nistagmo).

Sintomas de abstinência

A abrangência dos sintomas de abstinência varia de um medicamento para outro e depende da dose. Os sintomas podem começar em um período de 12 a 24 horas.

As pessoas que usaram sedativos, como benzodiazepínicos, durante mais de alguns dias costumam sentir que não conseguem dormir sem eles. Quando interrompe o uso desses medicamentos, a pessoa pode ter sintomas de abstinência leves como

  • Ansiedade e nervosismo na hora de dormir

  • Sono ruim

  • Sonhos perturbadores

  • Irritabilidade quando desperto

Sintomas mais graves da abstinência de benzodiazepínicos podem incluir frequência cardíaca elevada, respiração rápida, confusão e, às vezes, convulsões.

Podem ocorrer reações de abstinência graves com barbitúricos. Se doses elevadas tiverem sido ingeridas, a abstinência abrupta pode produzir uma reação grave e possivelmente letal.

Outros efeitos incluem desidratação, delírio, insônia, confusão e alucinações visuais e auditivas (ver e ouvir coisas que não existem). 

A pessoa é normalmente hospitalizada durante o processo de abstinência, devido à possibilidade de reação grave.

É fácil entender por que continuam presecrevendo estas drogas, como se fossem medicamentos. 

O interesse da indústria farmacêutica em manter clientes fiéis, com forte investimento em marketing e no financiamento de pseudo cientistas, e a manutenção da fidelidade de médicos comissionados, preocupados mais com o lucro que com a saúde de seus pacientes.

Por isto, ajudo pacientes a desmamar e passar a usar plantas medicinais com comprovação científica junto com outras técnicas terapêuticas com resultados surpreendentes.

Douglas Ghimell 
Terapeuta e Coach Holístico 

References

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