Estenose da Artéria Renal ou Doença Renovascular

A doença renal refere-se à dificuldade ou nulidade de filtragem do sangue, ou seja, à perda da função renal.

Entretanto, em alguns casos, os rins não recebem o sangue, daí o médico acha que o rim está doente, quando na verdade ele não está recebendo sangue para filtrar, devido obstrução nas artérias.

Nestes casos, podemos estar diante de uma doença renovascular ou estenose da artéria renal.

A obstrução das artérias pode ocorrer em qualquer parte

As artérias renais são as artérias que levam o sangue que nutre os rins. Elas estão localizadas no abdomen (barriga) e são ramos da artéria aorta abdominal.

 Normalmente há apenas uma artéria renal para cada rim (uma para o rim direito e uma para o rim esquerdo), mas algumas pessoas possuem mais de uma artéria para cada rim.

Os rins são os órgãos que filtram o sangue e retiram as impurezas dele, formando a urina. Além disso eles ajudam no controle da pressão arterial através da excreção de um hormônio chamado renina.

A estenose da artéria renal acontece quando essa artéria começa a se estreitar, podendo até se fechar completamente. Isso faz com que o rim não funcione direito.

Quando ela esta estreita, se fechando (estenose), pode ser uma causa de descontrole da pressão causando hipertensão arterial (pressão alta) ou até mesmo de perda de função renal levando a insuficiência renal que quando muito grave pode necessitar de  hemodiálise.

Vou explicar de forma clara o que pode acontecer:

Como funciona:

O rim precisa receber sangue pelas artérias renais.

Se houver estreitamento (estenose) ou bloqueio (por placa de aterosclerose, trombo ou fibrose), o fluxo diminui.

Isso pode fazer o rim parecer “doente” nos exames, porque a filtração cai — mas na verdade o problema está antes do rim, no “cano” que leva o sangue até ele.

Consequências:

Pressão alta de difícil controle (o rim, recebendo pouco sangue, libera hormônios para aumentar a pressão).

Redução progressiva da função renal.

Em transplantes, pode comprometer o rim doado.

Às vezes, o médico interpreta como falência do rim, mas a causa real é isquemia (falta de sangue).

Como investigar pelo sistema convencional de saúde? Solicitando os exames abaixo.

.Doppler de artérias renais → exame não invasivo que mede o fluxo.

.Angiotomografia ou angiorressonância → mostram a anatomia da artéria.

.Em casos selecionados, arteriografia.

Causas:
A estenose da artéria renal (EAR) pode ter várias causas, e elas mudam conforme a idade e histórico da pessoa.

Principais causas de estenose da artéria renal

1. Aterosclerose (≈ 70–90% dos casos em adultos)

Acúmulo de placas de gordura, cálcio e tecido fibroso dentro da artéria.

Mais comum em pessoas com:

.Hipertensão

.Diabetes

.Colesterol alto

.Tabagismo

.Idade avançada

Geralmente afeta o início da artéria renal, onde ela nasce da aorta.

2. Displasia fibromuscular (≈ 10–20% dos casos, mais em jovens e mulheres)

Alteração estrutural da parede da artéria (espessamento irregular).

Dá um aspecto de “contas de rosário” no exame de imagem.

Pode ocorrer mesmo sem colesterol alto ou fatores de risco clássicos.

3. Outras causas (mais raras)

.Trombose (coágulo dentro da artéria).

.Embolia (fragmento de placa, coágulo ou até vegetação cardíaca que viaja e entope a artéria).

.Vasculites (inflamações autoimunes como arterite de Takayasu).

.Lesões iatrogênicas (após cirurgias, cateterismos).

.Compressões externas (tumores ou alterações anatômicas, muito raras).

Por que é tão importante:

Quando o rim recebe pouco sangue, ele “pensa” que a pressão está baixa e libera renina, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona → o que gera hipertensão resistente e, a longo prazo, lesão renal progressiva.

É uma das causas de insuficiência renal crônica potencialmente reversível (se diagnosticada a tempo).

A causa física da obstrução das artérias ocorre muito comumente por consumo de alimentos e de medicamentos que contribuem para isto. Segue abaixo uma visão didática disto.

Medicamentos que podem favorecer ou piorar a estenose

Nenhum remédio diretamente causa estenose, mas alguns agravam a formação de placas ou prejudicam a parede vascular, facilitando o problema:

.Corticosteroides crônicos (prednisona, dexametasona) → aumentam colesterol, triglicerídeos e pressão.

.Imunossupressores pós-transplante (como ciclosporina, tacrolimus) → podem causar vasoconstrição renal e favorecer lesão vascular.

.Anticoncepcionais hormonais → aumentam risco de trombose em pessoas predispostas.

.Alguns quimioterápicos (cisplatina, gemcitabina) → danificam endotélio e circulação renal.

.Anti-inflamatórios não esteroidais – AINEs (ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno, etc.) → reduzem a produção de prostaglandinas que protegem o fluxo renal; não causam a estenose em si, mas agravam isquemia em quem já tem estreitamento.

.Vasoconstritores e descongestionantes (pseudoefedrina, fenilefrina) → aumentam a pressão e estreitam ainda mais o fluxo.

Alimentos que favorecem a estenose da artéria renal

Aqui entram os que aceleram aterosclerose, principal causa da estenose:

.Ricos em gorduras trans e saturadas: frituras, embutidos, fast-food, margarina hidrogenada.

.Excesso de sal (sódio): favorece hipertensão → agrava lesão da parede vascular.

.Açúcares refinados (refrigerante, doces, farinha branca) → aumentam resistência à insulina e inflamação endotelial.

.Álcool em excesso → eleva triglicerídeos e pressiona a parede arterial.

.Carnes processadas (salsicha, bacon, linguiça) → ricas em sódio e nitritos que danificam vasos.

Alimentos protetores (anti-estenose)

.Ricos em fibras (aveia, linhaça, frutas, verduras, legumes).

.Fontes de ômega-3 (peixes de água fria, chia, linhaça, nozes).

.Azeite de oliva extra virgem (antioxidante).

.Frutas roxas/vermelhas (uva, mirtilo, amora) → antioxidantes que protegem o endotélio.

.Alho e cúrcuma → propriedades anti-inflamatórias e antiagregantes.

Resumo:

O que mais “entupiria” a artéria renal são os mesmos fatores que entopem coronárias e carótidas: colesterol alto, hipertensão, inflamação crônica, excesso de sal, gordura e açúcar.

Alguns medicamentos não causam diretamente, mas agravam pressão, lipídios ou vasoconstrição, acelerando o processo.


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