Saia do Modo Sobrevivência

Se você está atento a tudo, então você não está vivendo, e muito menos no presente. 
Seu cérebro pode estar apenas tentando sobreviver.

O modo sobrevivência do cérebro é um estado onde ele reduz a sua atividade a fim de preservar energia, garantir segurança e manter-se em sua "zona de conforto".


Este sistema funcionou no tempo das cavernas, ou em períodos de guerra ou intensa crise social, mas sua persistência, sobretudo nos dias atuais, reduz nossas capacidades neurocognitivas e de expansão, sobretudo do conhecimento.

O modo de sobrevivência do cérebro reduz a criatividade, a percepção ampla, a reflexão profunda, a memória, a visão e o planejamento de longo prazo.

A principal característica de um cérebro no modo sobrevivência é a redução de caminhos neurais, ou seja, menor neuroplasticidade.

Ou seja, há hiper vigilância, predominância da reação sobre a reflexão, economia de energia mental, foco no problema, ao invés da solução.

A falta de neuroplasticidade traduz-se em:
- maior suscetibilidade ao estresse;
- redução da inteligência emocional;
- dificuldade de enxergar o "novo";
- resistência a mudanças.

Sintomas perceptíveis:
- Insegurança 
- Ansiedade
- Conflitos emocionais 
- Dependência de estímulos 
- Insônia 
- Mau humor
- Cansaço excessivo 
- Vazio existencial 

Riscos do modo sobrevivência prolongado:
Quando esse estado se mantém por muito tempo, o estresse crônico pode afetar:
- Memória e aprendizado (por alterações relacionadas ao hipocampo, área responsável )
- Controle emocional (hiper estimulação da amígdala, ligada ao emocional, e menor regulação pelo córtex pré-frontal, ligado ao racional)
- Sono e recuperação do organismo
- Sistema imunológico
- Metabolismo e energia celular

Em linhas gerais, estudos apontam que o modo sobrevivência é ativado por hábitos e consumos inadequados, cujas origens são:
1. Desnutrição 
2. Estresse tecnológico 
3. Alimentos processados
4. Conflitos emocionais 

O que fazer para sair do modo de sobrevivência:
1. Meditar;
2. Mudar a rotina;
3. Fazer algo novo;
4. Criar novos hábitos intelectuais 

Douglas Ghimell
Mentor de Aposofia
Advisor em Consciência, Saúde Integral e Desenvolvimento Humano

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